segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Carta a um desconhecido

Ah se eu pudesse te mostrar toda intensidade que há em um olhar.

Diria sem censura, cada loucura, que se esconde em meu expressar.

O quanto espero que sua liberdade encontre a minha verdade, sem eu precisar limitar.

Ficaria por horas ouvindo cada som que saí do seu sorriso, toca meu juízo, e me deixa sem ar.

Dá até vontade de parar com a tempestade, e te convidar a ir além, a toda velocidade.

Mas eu aposto que decifra cada cifra sem eu precisar contar.

Capaz que te deixo escapar, mas se perguntar não tenho nada a declarar.

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Que loucura! Quanta loucura!

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