Hoje eu acordei com vontade de sair do morno,
de pintar o dia com todas as cores e colorir o céu com azul infinito.
Aquele azul que acredito ter entre você e eu.
A chama quente, que derrete o cinza da segunda vazia.
A parede que sente a vibração e a sintonia.
O vento que bate na pele morena e macia, arrepia...arrepia...arrepia.
Mas não vai embora, não agora.
Se demora, não vou esperar. Não deixo ir, te quero aqui e não vai partir.
Fica, senta, puxa, beija, pega. Se apega e encaixa nesse mar que há em mim.
Depois de tudo, há tanto cinza lá fora que o desejo é sair às ruas espalhando o arco íris que há em mim.